sábado, 10 de setembro de 2016

Futebol Amador

50 ANOS DO FARROUPILHA:  O zagueiro goleador

Nascido na comunidade do Lajeado Reginaldo, Eloir Pretto ou simplesmente Pretto, assim como é conhecido, estampa a alma do Farroupilha. Pois, começou desde menino a frequentar os campos de futebol, ainda no extinto Internacional do Lajeado Capim.  Mas foi no Farroupilha que desenhou sua história no futebol, contando com emoção os momentos e acontecimentos vividos no meio do futebol. 
Preto lembra como se fosse hoje os dias de jogos, quando aos domingos na comunidade, reuniam se atletas e torcedores em torno do campo para assistir ou jogar as partidas pelo Farrapo em Reginaldo, ou quando embarcavam em algum meio de transporte para jogar como visitante em outro local. Naquela época os atletas eram compromissados com suas agremiações, pois haviam um compromisso assinado em documento com o clube para atuar pela equipe, e no caso de expulsão, o atleta não participava do jogo seguinte, mas havia a obrigatoriedade de assisti-lo, como pena, além de pagar uma pequena multa pecuniária.
Para Pretto a seleção do rubro-negro de todos os tempos era composta por: Claudio Taffarel; Naco, Pretto, Claudio Marostega e Paulo Juba; Telmo Rigo, Nanico e Chico Dias; Danilo Teichmann, Adair Scherer e Chico Timm. Diz ainda, que havia um entrosamento perfeito entre ele, Marostega e Rigo.
Em meio a tantas lembranças, um desafio proposto com seu parceiro de time Chico Dias marcou sua trajetória pelo farrapo, no qual constava qual dos dois marcasse mais gol durante o ano ganhava uma caixa de cerveja do outro. Chico meio campista chegou a marca de 48 gols, mas o zagueiro Preto que tinha a bola parada como especialidade assinalou 49 vezes o gol e venceu a disputa.
O maior feito na vida de Pretto enquanto atleta foi o título conquistado em 1984, em cima de seu rival o Expresso Toda Hora. Ano no qual o Farroupilha montou um grande time, trazendo um goleiro de Catuípe e alguns atletas do Oriental de Três de Maio. Entre os grandes jogos da sua vida, Pretto destaca os confrontos contra as equipes do Cruzeiro de Campinas das Missões, o Real Madri e o Ferroviário.

Pretto conta de uma passagem do goleiro Claudio Taffarel, que sempre queria jogar de centroavante, mas Prettão (irmão de Pretto) era o treinador, e como um técnico irredutível sempre passava a camisa de goleiro para Taffarel. Pois é, quem sabe essa insistência em colocar Taffarel no gol o fez se tornar um dos maiores goleiros do mundo.


Fevereiro de 1979. Preto é o primeiro em pé da esquerda para a direita. 
Nota-se que o campo ainda era chão vermelho, não havia gramado.


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