sábado, 12 de maio de 2012

Atlético Bancários Clube

                                  ABC
ATLÉTICO BANCÁRIOS  CLUBE
João Jayme Araujo
jjgaucho23@hotmail.com

Na década de 50, os times da cidade, tinham em suas respectivas equipes, jogadores que trabalhavam como bancários. A primeira lembrança dessa agremiação vem do ano de 1956.
Reuniram-se para disputarem uma partida de futebol em festa de confraternização, para comemorar o DIA DO BANCÁRIO.

Segundo João Carlos Bircke, integrante da primeira formação da equipe, o BANCARIOS foi concebido e criado para comemorar o dia consagrado à classe e a fim de realização de eventuais amistosos.



A foto que teria sido a primeira, de pé: Brasilio Severo, Olavo Leusin,(Kluge ?) Julio Morales, Olivio Stocker, Toni Macluf, Sadi Cappellari, Bircke, João Manoel, Osowski, (...) e Neri Cappellari.

A segunda, pelos componentes do grupo abaixo. Em destaque, ao fundo, o pavilhão do campo da Baixada.


 Entre  1958/1960, veio trabalhar no Banco do Brasil, Carlos Queiroz de Castro, que atuava num time de várzea de grande nome no bairro de Petrópolis, o BAGÉ, em Porto Alegre,
Teve a idéia de constituir uma equipe permanente para amistosos em Santa Rosa e comunidades vizinhas.  .
Aqui fez parte, possivelmente, da que seria a terceira equipe.
 

Já com novas caras, seria o time que excursionou a Argentina, segundo relato de FRANCISCO BARBOSA QUEIROZ, funcionário graduado do Banco do Brasil, em crônica a parte. 



 O ultimo registro que se tem é da turma de 1960. Disputou o campeonato da cidade nos anos de 1960 e 1961.
À época, existiam cinco times: Aliança, Paladino, Bancários, Sepé Tiarajú e um de Cruzeiro, o Juventude, que tinha os irmãos Plínio e Jarbas Tonel e Ivanir Taffarel.


 
Na foto acima aparecem, em pé: Luiz Cappellari (treinador), Numeraldo, João Manoel, Wilmar Birmann, Rubem Maicá, Reinery, Sfoggia (Antonio Carlos Sfogia Nunes) e Jaques (Presidente). Agachados: Fernando, Charles, Mauro, Neri e Oldemar (Parafuso).

Creiam que não foi tarefa fácil reproduzir os passos do BANCARIOS, mesmo porque, muitos dos atletas integrantes das equipes, lembram que jogaram, mas, dados históricos são poucos.
 

BANCÁRIOS

                                                       por Francisco Barbosa Queiroz


A Associação foi fundada em 1956 com o objetivo de confraternização da classe, cultural, social e esportivamente.
Surgiu assim a equipe de football o BANCÁRIO, formado por atletas que  atuavam nas  principais equipes de Santa Rosa: Paladino, Juventus e Aliança.
 Atletas de 1958 e seus clubes: Banco do Brasil (Caio, Chico, Bircke e Délcio), Banrisul (Julio, Mauro, Cabeça), Banco Agricola Mercantil (Jambalaia, Cond); Banmércio (Luis, Neri). Julio Morales era Presidente.
O Bancário não filiado a liga local, mas, realizou vários encontros amistosos com os clubes da Liga citadina.
Os grandes momentos do BANCÁRIO ocorreram nos jogos realizados com a Associação dos Funcionários do Banco de La Nacion-Argentina  com sede em Posadas, capital da Província de Misiones.
Em maio de 1958, a convite daquela Associação nossa Delegação partiu de Santa Rosa, com destino a Posadas, onde participou ativamente do ‘ Dia de La Pátria” , referente às comemorações da Independência da República Argentina.
Viajamos em confortável ônibus até Porto Mauá. Começava a chover. A travessia do rio Uruguai ocorreu em canoas (chalanas) , movidas a remo e que acomodavam mais ou menos 25 a 30 pessoas e bagagens.
Admirados com a perícia do canoeiro e a beleza daquele rio  - cheio de tradição para as duas Missões – não percebíamos o risco que corríamos,  sem salva vidas, homens e mulheres.
 Dois casais desistiram da travessia e retornaram a Santa Rosa.
Realizado a travessia do rio Uruguai tivemos a primeira e única decepção pois fomos acomodados em 2 pequenos ônibus e muito antigos e com estradas quase intransitáveis com violento temporal mal pudemos chegar a Oberá.
 Mas se a parada foi imprevisível, a estadia em OBERÁ foi magnífica.
Fomos acomodados na sede da Associação dos funcionários do Banco de La Nacion, ampla e de máximo conforto.
Na realidade a parada em Oberá proporcionou-nos momentos de intensa confraternização cultural e artísticas, não faltando declamações, tangos, trovas e músicas gauchescas, durante o magnífico “assado”.
O encontro só terminou quando os artistas sucumbiram em razão da Quilmes e outros tragos.
Sòmente no sábado chegamos a Posadas, viajando em excelente BUS, em carreteira com melhores condições.
A recepção em Posadas foi carinhosa por parte dos funcionários do Banco de La Nacion e éramos saudados por onde passávamos até a chegada da Delegação no Hotel Plaza.
À noite, após magnífico jantar, no próprio Hotel, nova noitada, sob o som de uma “ orquestra típica”  muito tangos, milongas, sambas, tudo impulsionado por, vinhos, cerveza e outros “energisantes” .
Durou até 4 horas da matina. Pobre do chefe da Delegação, acordado às 6horas, e que foi levado a discursar junto ao monumento Gal San Martin, em praça pública com 1 graú de temperatura.
Ao meio dia, o grande “asssado”de confraternização, com a presença dos funcionários do Banco de La Nacion, seus familiares  e autoridade locais e diplomáticas.
Finalmente, à tarde, o grande e esperado encontro futebolístico entre o Bancário de Santa Rosa e Associação dos funcionários do Banco de La Nacion de Posadas, ponto culminante d a Confraternização
Com bom público, a contenda apresentou o resultado de 4x4, com virada da Associação argentina que perdia ao final do primeiro tempo por 4x0. A sensacional reação foi comandada pelo “enxerto”que ingressou no tempo complementar, nada menos que Cucchiaroni titular da seleção argentina na época.
O Regresso do bancário ocorreu na 2ª. Feira, normalmente e, felizmente sem chuvas.
A revanche ocorreu em outubro de 1958, em Santa Rosa, com homenagens e retribuição compatível a recebida em Posadas. Ocorreu novo 4x4, com virada brasileira. E não houve marmelada.

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