sábado, 27 de agosto de 2011

Memórias

SANTA ROSA - A BAIXADA DO PESSEGUEIRO

João Jayme Araujo
jjgaucho23@hotmail.com

Por intermédio de um amigo – Prof. Atanagildo - recebo uma foto, de um local terraplanado onde fora campo de futebol, velho reduto do Mato do Líbano, depois apelidado de CAMPO DA BAIXADA, talvez com inspiração da velho Fortim Tricolor do Grêmio Porto Alegrense, na atual rua Mostardeiro e onde funciona hoje o Grupo Escolar Uruguai.

Ontem: A velha Baixada, ao fundo o pórtico, de madeira (como todo estádio), com as bandeiras em domingo de jogo.

Hoje: o terreno da antiga Baixada ao lado do Rio Pessegueiro, sendo aterrado para instalação de uma fábrica.

Deixemos elucubrações de lado e fixemo-nos no velho CAMPO DO PESSEGUEIRO.

Assisti ai, defesas monumentais de goleiros como ARI, do Paladino que tinha a peculiaridade de em vez de encaixar um chute forte, responder com um soco com as duas mãos fechadas, para a frente, na bola, como a dizer ao atacante: - Chuta de novo.

O Guaiquíca, vindo de Santo Ângelo, arqueiro espetáculo que, para ganhar a vida instalou-se com Sapataria em uma das dependências que serviram para hospedagem no velho Hotel Joner, já desativado.

O Neter, surgido no Ipiranga, jogava de fardamento branco e era louco por ser o protagonista da pugna.

O Julio Andrade longevo, sóbrio, mas bom arqueiro.

O Paulo Araujo que imitando Sergio Moacir Torres, guarda-valas do Grêmio, saia um pouco paro o lado para ia ao encontro da bola, fazendo a chamada ponte,

Mas o melhor de todos? – Sabiá. Humilde, quietão, jogando como se estivesse pescando ou pintando paredes..

Dos zagueiros, direito, central ou de espera, destacaram-se, dando balão para o lado do qual a bola vinha, Hilário Zenni e Jacob Louco.

A zaga mais consistente no Paladino e no Aliança, foi dos irmãos Decio e Nique.

Como laterais direito, dignos de menção pelo arrojo, coragem e mordendo todas Pinga e Napoleão.

Na meia-cancha vem-me a lembrança o Prof. Albino e Careca, ambos center halfs do Juventus.

E no ataque muitos destaques, despontando como “primus inter pares”, Penicilina que iniciou como Fritz num campinho de várzea e aqui só ficou por fazer ouvidos de mercador ignorando o canto de sereia que sempre chegava aos seus ouvidos.

Alguns outros que lhe seguiram como Heitor Lotario Saffi seu primeiro meia- direita.

Decinho dos maiores dribladores e jogando sempre para a frente, em direção ao gol adversário.

Alceu Mallmann que despontou como craque no Renner, o Papão de 1954.

Charkes e Noly Joner. Charles destacado ponta-direita e depois como centroavante, com rara velocidade e senso de oportunismo.

Noly, conhecido e reconhecido como o homem da virada, o que fazia com perfeição, seguindo o exemplo que Luiz Carvalho do Grêmio que imortalizou essa jogada.

Pela ponta esquerda Koplin o homem do chute mais forte que a memória me traz, tal como o fazia Jair da Rosa Pinto no Vasco e na seleção brasileira.

O mais técnico, craque é, para mim o Plínio Tonel.

A SELEÇÃO DA MEMORIA: Sabiá, Decio e Nique. Napoleão, Careca e Pinga. Lotario Saffi, Decinho, Penicilina, (Charles), Alceu (Noly) e Plínio(Koplin).



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