sábado, 19 de novembro de 2016

Homenagem

LUIZ CARLOS KRUEL

Faleceu na tarde deste sábado, 19 de novembro, as 14h, o desportista Luiz Carlos Kruel, conhecido como Tota. 
Luiz Carlos Kruel foi um dos fundadores do DÍNAMO FC, juntamente com seu irmão José Emílio Kruel, o Tuca. Foi torcedor fervoroso do seu clube do coração. 
Seu corpo está sendo velado em uma das capelas do Memorial Dom José. O sepultamento está marcado para às 10 horas da manhã deste domingo, 20.
Nossos sentimentos aos familiares do Velho Guerreiro TOTA, em especial a seu irmão José Emílio Kruel.


 Para recordar, momentos de Luiz Carlos Kruel, o Tota, no DÍNAMO FUTEBOL CLUBE. 

Uma das primeiras formações do Dínamo FC. Detalhe:este foi o primeiro fardamento do clube.  Local da foto, campo que se localizava após o trevo da rodovia que liga Santa Rosa-Cândido Godoy, em frente a Vila Auxiliadora. A foto foi tirada antes de um jogo amistoso com o Ferroviário.  Tota, é o terceiro, em pé, da esquerda para a direita.

Em pé da esquerda para a direita:José Emílio Kruel, o Tuca, 
seu irmão Luiz Carlos Kruel, o Tota, 
Perigoso e agachado  Mineirinho.

DÍNAMO FC - Luiz Carlos Kruel, é o quinto, em pé, da esquerda para a direita

DÍNAMO FC - Luiz Calos, o Tota, é o primeiro, em pé, da esquerda para a direita.

Tota, com o grupo de juniores do Dínamo FC, é o último, em pé, à direita.




domingo, 6 de novembro de 2016

Homenagem

Santa Rosa perde um grande desportista. Foi sepultado na tarde de hoje, 06 de novembro, no Cemitério Municipal, o corpo do empresário dos transportes Airton Bruno Friedrich. Filho de família ligada ao futebol, seu pai o empresário Elíbio e seu irmão Arno foram presidentes do Juventus Atlético Clube. Além do Juventus, Airton também foi um grande torcedor do Dínamo FC, inclusive participando da diretoria daquele clube. Para homenageá-lo, postamos uma matéria sobre a família Friedrich,   publicada em 2011, quando das comemorações dos 60 anos do Juventus AC. que teve a sua importante participação.


Os Fredrich


Vindos de Ibirubá, os Fredrich radicaram-se em Santa Rosa, no ramo de comércio e transportes.
A história dos Fredrich se confunde com ahistória do Juventus. Além do patriarca Elíbio(foto à esquerda),que presidiu de 1954 a 1958, seu filho mais novo, Arno, também foi presidente do clube, nas gestões de 1972 a 1973. O outro filho, Airton, no qual, nos deu o prazer de contarmos com seus relatos para esta matéria, é um torcedor juventino desde pequenino, e até hoje não perde jogos no Estádio Carlos Denardin. Airton tem muito orgulho do passado do seu clube. Guarda nos seus armários materiais esportivos da época, como flâmulas dos clubes com quem o Juventus jogou, inclusive da Argentina. Aliás, o clube santa-rosense mantinha uma política de boa vizinhança com os hermanos, e frequentemente disputava jogos naquele país, com memoráveis jornadas, nas gestões dos Fredrich.
“E era novo, mas guardo na lembrança as dificuldades de transpor o rio Uruguai. Porto Mauá não tinha passagem de rio. Então, deslocava-se de ônibus até a margem em Porto Xavier, e de barca se fazia a
travessia para jogar em Alba Posse, Missiones, Argentina”.Airton lembra do episódio em que o ônibus afundou com a barca. Precisou do guincho do Exército de Santa Rosa para retirá-lo do rio. O ônibus, um F-600, ano 1956, da Empresa Porto Lucena, ficou muito avariado. Então, como o pai era diretor proprietário de uma agencia de veículos, ajudou nos custos da reforma o ônibus. Os mecânicos abriram o motor, a caixa, o diferencial. As laterais que eram de eucatex    tiveram que ser substituídas, assim como o foro dos bancos.
Ainda relata: “Para jogar na Argentina, viajavam nas primeiras horas do sábado, pernoitavam por lá, jogavam no domingo pela manhã, para poder retornar no domingo a tarde, pois, segunda feira era trabalho.”
E, continua: “Como diretor da empresa (mesmo com a discordância do sócio), seu Elíbio contratava funcionários que, além das atividades, jogasse bem o futebol e serem, então, atletas de seu clube – o Juventus. Ao final do expediente do dia, trinava seu apito, e este era o sinal para reunião do grupo, e então, os súditos se dirigiam até um veículo que superlotado, eram deslocados para o treino diário, na Baixada do Pessegueiro.”
Airton lamenta a perda de uma bandeira, que a considerava histórica, por ser da época do pai, quando presidia o clube. Tinha afeto a ela, e que até pouco tempo era hasteada no alambrado do estádio em dia de jogos, e que não a viu mais e nem soube de seu paradeiro. Mostrou-nos, também, um livro do controle das contas – receitas e despesas – e relação de sócios, da década de 50. Como bom administrador que era seu Elíbio, anotava até os centavos e tinha o controle das finanças do clube.
Com a presidência de Elibio Fredrich de 1954 a 1958, o Juventus se profissionalizou. Os objetivos daquela gestão eram de que fosse um clube respeitado na região. Disputava clássicos citadinos como com o Aliança e o Paladino, o Sepé Tiarajú e o Juventude de Cruzeiro, e clássicos regionais como Oriental de Três de Maio, Riograndense de São José do Inhacorá, Botafogo de Santo Cristo, Aimoré de Giruá e Gaúcho de Tucunduva.
Possuía um quadro social não numeroso, mas forte, que mensalmente colaboravam, deixando sua cota ao clube. Com isso, conseguia subsidiar despesas de viagem para visitantes jogarem em Santa Rosa, como hospedagem e alimentação a jogadores de outras cidades que vinham para os jogos de fim de semana, material esportivo para os atletas, médico e farmácia, quando necessário, além de ajuda financeira aos atletas. Estes dados, foram recuperados de um livro do presidente da época, com anotações e controle das finanças guardado pela família. (Foto abaixo página de livro caixa controlado por Elíbio no ano de 1954)


Lembra-se da Baixada do Pessegueiro. O isolamento do campo com a torcida era campo não era um para-peito. Nos dias de clássico as bandeiras dos clubes eram hasteadas no pórtico de entrada. Ao descer pela via que dava acesso ao estádio viam-se as bandeiras dos clubes tremulando nos astros do pórtico de entrada.
Conta que quando chovia alagava, pois o campo ficava na margem do rio. Chovia no sábado, já havia impedimento para os jogos do domingo. Além da invasão do rio, descia água das ruas da cidade, acima do campo que se somavam a água do Pessegueiro e formavam um enorme alagamento.
Nos clássicos havia muita rivalidade, principalmente com o Paladino. Lembra também que ficou difícil para os clubes manterem seus jogadores, quando o mercado de jogadores inflacionou. Muitos atletas vinham de outras regiões. Os clubes pagavam salários e prêmios e vieram os encargos sociais. Então, começaram as dificuldades de gerenciamento. O que os obrigou a fecharem as portas para o futebol.
Como empresário Elíbio passava muito tempo em São Paulo. Quando podia, ia ao estádio a fim de assistir jogos do campeonato paulista. Num dos retornos para a cidade, ao se ter a idéia de um novo estádio, colaborou muito com idéias, pois conhecia os estádios paulistas. Sugeriu que o terreno fosse aprofundado em mais dois metros ou então subir com mais alguns degraus para a arquibancada ter maior capacidade de público. Pensava ele, para o futuro de nosso futebol. Mas, o Prefeito José Alfredo Nedel não concordou convicto do que estava sendo feito, erra o correto, pois para Santa Rosa, naquele momento, era o suficiente.




Quanto à gestão do irmão Arno (na foto acima Airton à esquerda, junto com o saudoso irmão Arno), lembra que ele era proprietário de uma Kombi e de um Opala. Com os dois veículos transportava os atletas para os jogos, inclusive para a Argentina. Arno tinha a parceria do Dr. Adil Albrecht, dentista, que colaborava financeiramente e do proprietário da Courolândia, que colaborava com o material esportivo. Nesse período em que Arno presidiu, o Juventus tinha uma forte integração com clubes argentinos, onde as visitas eram periódicas lá e cá, com jogos interessantes.
Estas são algumas das lembranças que ainda permanecem na mente do Airton, que viu o Juventus nascer, renascer e que hoje é o clube que representa nossa cidade no Estado do Rio Grande do Sul, através das competições oficiais que disputa.
Créditos das Fotos: Airton Fredrich

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Por Onde Anda?

VILMAR FERREIRA ARRUSSUL

Nome, local de nascimento, filiação.
VILMAR FERREIRA ARRUSSUL, sou natural de Alegrete, RS, filho de Eulina Ferreira de Melo e de Alfeu Pain Arrussul, data de nascimento 20 de junho de 1943.
Apelido (se for o caso) – Gaúcho
Casamento. Com quem, quantos filhos, netos e etc. –
Sou casado com LACI SAMANIEGO, santa-rosense de nascimento, casamento realizado na cidade de Santa Rosa, RS, no ano de 1964, temos 05(cinco) filhos: Rosane Samaniego Arrussul, Gilmar Samaniego Arrussul, Sandra Samaniego Arrussul, Cátia Samaniego Arrussul e Luciano Samaniego Arrussul; 06 netos: Karine Arrussul Coelho, Willian Rocha Arrussul, Wesley Rocha Arrussul, Brunna Arrussul Machado, Matheus Arrussul Silva e Lucas Arrussul Silva; e 03 bisnetos: Maria Luiza Arrussul Bittencurt, Inácio Leal Arrussul e Martin Leal Arrussul.
Grau de escolaridade – 2.º Grau completo.
Como foi a infância (descrever, onde, quando). – foi muito boa, toda infância vivida na companhia de meus pais e na minha cidade natal de Alegrete, RS.
Vida esportiva – (onde iniciou – atuou em que clubes) – o que recorda desta fase.
A paixão pelo futebol começou ainda menino jogando nos campos improvisados da cidade de Alegrete, RS; em 1963, com 20 (vinte) anos de idade, me transferi para a cidade de Santa Rosa, RS, a convite do Dr. Monte Alvar Aurélio Rodrigues, alegretense de nascimento e na época já residente na cidade de Santa Rosa e presidente do Paladino F. C. daquela cidade do noroeste do Estado; tendo atuado no dito clube nos anos de 1963 e 1964, onde, em 1963, atuando como centro-médio, fui vice-campeão citadino e campeão citadino no ano de 1964, atuando como meia-direita; integrei - eleito pela crônica esportiva - a seleção dos melhores jogadores naquele campeonato de 1964 (fotos abaixo); em 1965/1966 joguei no E. C. Aliança, também daquela cidade de Santa Rosa; em paralelo ao futebol também fui funcionário da Rádio Santa Rosa e do Banco Industrial e Comercial S. A.; no período de 1963 até meados de 1964 residi em prédio de propriedade do Sr. Arthur Silva Ribas (técnico de futebol que dirigiu os dois clubes de maior rivalidade da cidade de Santa Rosa, RS, ou seja, o E. C. Aliança e Paladino F. C.), situado na Av. Borges de Medeiros; em 1965 e 1966 residi em prédio de propriedade da família de meu sogro Sr. Alberto Samaniego (ex-atleta e também fundador do Paladino F. C. de Santa Rosa, RS), no endereço da Rua Santo Ângelo; em 1967 me transferi para o Botafogo F. C. da cidade de Três de Maio, RS; o futebol fez com que retornasse para Alegrete, RS, minha cidade natal, passando a jogar no Flamengo F. C., onde, em paralelo ao futebol, fui admitido como funcionário da empresa denominada Termo Elétrica de Alegrete; em 1975, em razão da profissão, fui transferido para a cidade de Itaqui, RS, quando então ingressei no quadro de funcionários da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE); atuei como atleta, na cidade de Itaqui, pelo clube denominado 24 de Maio, onde fui campeão citadino no ano de 1975; em 1976 deixei a cidade de Itaqui vindo residir na cidade de São Gabriel, RS, onde mantenho meu domicílio até a presente data.

Time do 24 de Maio da cidade de Itaqui - Campeão citadino de Itaqui, RS, em 1975

Clube(s) pelo qual torce - E. C. Internacional de Porto Alegre, RS
Mantém atividade relacionada com o esporte? Somente na modalidade do jogo de Bocha.
Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Sim, fui treinador do Clube Palmeiras aqui de São Gabriel.
O que faz atualmente?  Sou aposentado da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).


Vilmar e esposa Laci rodeados pelos filhos: Luciano,Marinei (nora); Gilmar, Bruna (neta) Werley (neto); a filha Catia e Euclides (genro).

Vilmar e sua esposa Laci com seus netos: Matheus, Bruna, Werley, Karine e Lucas -  2010

Vilmar e esposa Laci rodeados pelos filhos: Catia, Gilmar, Luciano, Rosane e Sandra.



 No Juventude F.C. (combinado c/Atletas do Paladino e Aliança) para enfrentar o Cruzeiro F.C. de Porto Alegre




No Paladino F. C. em 1963



Na seleção dos melhores do ano de 1964.



Estádio Carlos Denardin - Vilmar é o primeiro da esquerda para a direita.

Vilmar também atuou no futsal


Colaboração de Raul Meneguini

sábado, 15 de outubro de 2016

Na História




As "associações" contra a crise nos anos 1970


Não é de agora que fazer futebol no interior é difícil. Poucos recursos, pouco apoio do empresariado local, pouco dinheiro. Assim, se usa a criatividade e a união de esforços para superar a falta dos "pilas".

Na década de 1970, a solução encontrada para driblar a escassez de recursos foram as associações de clubes rivais. Unindo os departamentos de futebol e sem envolver os patrimônios físicos, formavam-se novos times para manter a representatividade da cidade no cenário do futebol gaúcho, direcionando esforços ao invés de dividi-los.

Entretanto, estas associações duraram pouco. A rivalidade falava mais alto e o que parecia uma boa ideia tornou-se um problema. Vamos resgatar algumas destas associações que brotaram no futebol gaúcho. Continue lendo...




sábado, 24 de setembro de 2016

Futebol Amador

GUARANI DO LAJEADO PESSEGUEIRO COMEMORA 55 ANOS  DE FUTEBOL

Por Fernando Kronbauer

A localidade de Pessegueiro: situada na antiga estrada que ligava a então Colônia 14 de Julho com o resto do Estado, por volta de 1910, ali se instalaram as primeiras famílias, como: Moura, Maciel, Leal e Zorzan. A Colônia de Pessegueiro, se estabeleceu durante a construção da estrada para Boca da Picada (Giruá). Com a divisão dos lotes, chegaram as famílias Schumacher, Khun, Rauber, Loeblein, Schnorr, Sost, Ritt, Cerutti, Knack, Weber, Schneider e Baungartner. Com os imigrantes veio o comercio e a indústria, tornando Pessegueiro economicamente forte e próspero. Com a construção da ERS 344, ligando Santa Rosa- e Giruá, a estrada que ora era transitável, se tornou ligação secundária. Com o êxodo rural e a imigração de famílias para outras regiões e estados, o comercio que ali havia estabelecido, com ferraria, serraria, alfaiataria, moinho e ervateira, foram cessando suas atividades.
A  Comunidade Católica Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está comemorando 89 anos de fundação e comemora esta data com os festejos juntamente com o aniversário do Guarani.
Atualmente a agricultura diversificada é a fonte de geração de renda das famílias, como o cultivo da soja, do trigo, do milho e da produção leiteira. Mesmo assim, continua sendo uma comunidade unida em torno de seus ideais, forte e organizada e com grandes lideranças.


O Guarani: com o objetivo de praticar o futebol, como forma de lazer e competição, um grupo de jovens agricultores, liderados pelo Professor Roberto Lúcio Schneider, em 03 de setembro de 1961, fundaram o Esporte Clube Guarani do Lajeado Pessegueiro – Santa Rosa. Mas, antes disso, já em 1957, surgiram os primeiros chutes na bola, quando aos domingos a tarde os jovens se reunião nos gramados dos potreiros e praticavam este esporte. O primeiro nome atribuído pelo professor foi Flor de Pessegueiro. Logo depois, numa inscrição de torneiro, quando perguntaram o nome do time, Ari Richter gritou Guarani, e assim ficou até hoje fazendo história no futebol regional. O primeiro presidente foi o Senhor Miron Ivoni Knap
Dentre os mais importantes títulos, o Guarani conquistou os seguintes títulos: Tricampeão do Municipal de 1974, 1975 e 2015, categoria de Titulares. Campeão Municipal de Aspirantes 2014. Campeão invicto, em 1992, da Associação de Clubes de Cruzeiro e Santa Rosa. Em 2010, Campeão Municipal da Categoria Veteranos. Em 2011 Campeão Futebol de Areia do Verão Mágico.


Filhos de Pessegueiro: no dia 25 de setembro, na comunidade de Lajeado Pessegueiro será realizado 1º Encontro Filhos de Pessegueiro, evento que vai homenagear os 55 anos do E.C. Guarani e os 89 anos da comunidade de Lajeado Pessegueiro. Durante o dia serão homenageados os atletas do Guarani campeões em 2014 e 2015, bem como, os primeiros moradores da localidade. Confira a programação: 9hrs – Missa. 12hrs – almoço. 14hrs – reunião Dançante. Maiores informações pelo fone (55) 9923-4800.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

FUTEBOL AMADOR

FARROUPILHA FESTEJA  CINQUENTÁRIO


No último final de semana, 18, realizou-se a grande festa do cinquentenário do EC Farroupilha do Lajeado Reginaldo. O mau tempo não foi o suficiente para tirar o brilho e a alegria das mais de 600 pessoas que lá estavam no salão da Sociedade Recreativa XV de Novembro. A programação começou ainda no sábado, 17, com quadrangular da categoria de veteranos. No domingo, 18, as 8h30min. foi celebrada uma Missa de Ação de Graças na capela  local. Mesmo com chuva, as 10 horas foi realizado  o jogo  entre ex-atletas e ex-dirigentes. Já, no salão, com a programação em andamento, as 11 horas houve a apresentação da Banda Marcial da FEMA. Ao meio dia foi serviço almoço, que esteve a contento de todos. As 13h30min. iniciou o protocolo com homenagens a ex-atletas e ex-dirigentes e patrocinadores do Farroupilha. Foi o momento mais emocionante da festa.  Encontro daqueles que no passado deram sua contribuição para que se chegasse a este momento. Foi a oportunidade de rever amigos que a muitos anos não se viam. A tarde foi completada com a  reunião dançante. 
Foi organizado uma mostra de fotografias, jornais e os principais troféus conquistados pelo farrapo, o que despertou atenção dos presentes,  trazendo lembranças e emoções.
Para a comemoração dos 50 anos, o Farroupilha, trocou o alambrado do campo, construiu nova copa e realizou uma série de reformas para melhor atender suas necessidades.
A Direção e Comissão Organizadora  agradece os patrocinadores e as pessoas que compareceram fundamentais para o sucesso da festa.

A Banda Marcial da FEMA fez seu espetáculo.

Mostra de fotografias, documentos, impressos e  troféus mais importantes conquistados pelo Farroupilha.

Grande público prestigiou na festa

HOMENAGENS

A Chico Dias o atleta dos mais de mil jogos

A Mateus Maicá,   ex-atleta e motorista do clube.

A Armin Jahn, no clube desde a sua fundação, como atleta e dirigente.

A primeira Diretoria do Farroupilha - 1966

Aos  ex-presidentes presentes na festa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Futebol Amador

FARROUPILHA 50 ANOS -   O COMEÇO FOI ASSIM.

No inicio da década dos anos 1960, um grupo de jovens do Lajeado Reginaldo composto por Aldino Kuyven, Hilário Schorr, Egon Sulzbach, Nelson Abegg e Ilton Schnepfleiter, entre outros, jogavam futebol nas noites de luar, num campinho localizado no potreiro do senhor Aloisio Schorr. Segundo relatos de Aldino Kuyven e Roque Baumgartner
Em 1965, este mesmo grupo de amigos, ainda sem denominação oficial, decidiu se aventurar e montar uma equipe de futebol de campo. No primeiro jogo, cada atleta usou o seu próprio fardamento, tendo como local a beira da hoje BR 472, num campo arrodeado de mato, que se localizava onde hoje está construído o Posto Coopermil, na saída para Três de Maio, tendo como adversário o Atlético da Olaria Dezordi que tinha sede em Laranjeira.  
Antonio Allebrandh (que atuava de zagueiro ou atacante conforme a necessidade do time), um dos líderes da equipe. Lembra que no dia do primeiro jogo, reuniu o grupo de atletas, e montou um esquema de jogo no papel, desenhando para cada atleta na posição que o mesmo deveria ficar no campo, pois, os mesmos não conheciam esquema de jogo. Conta Roque, que foi o goleiro daquela partida, o time corria para todos os lados, onde a bola ia, os atletas corriam atrás.  Frisa ainda, que alguns jogaram de chuteiras, outros de kichute e uns de pés descalços. Mesmo assim, o resultado compensou com uma vitória pelo placar de 2 a 1, com gols anotados por Antonio Allebrandt e Darci Jurach
Ilton Schnepfleiter se lembra da escalação daquele jogo, que foi escalada com: Roque Baungartner; Aldino Kuyven, Otávio Teixeira, Egon Sulzbach e Egon Kuyven; Guerino Weyler, Nelson Abegg e Darci Jurach; Antonio Alebrandt, Ilton Schnepfleiter e Hilario Schorr.

No primeiro jogo, alguns atletas atuaram assim, com os pés descalços.

Antônio lembra que a primeira bola comprada, foi a menor que a oficial (nº 5), pois os atletas não sabiam jogar, e com utilizassem a bola oficial, que era maior e pesada temia-se que os atletas não teriam força para bater na mesma. E o segundo jogo teve como adversário o Cacique de São Paulo das Tunas, em São Paulo Tunas.

Relata Ilton, que como Diretor Esportivo, possuidor de uma lambretta, reservava as quartas-feiras, acompanhado de outro dirigente do clube, para visitar as comunidades de municípios da região que possuíam times de futebol, para tratarem e ajustarem jogos amistosos com retribuição da visita. Relatando que era realizado um jogo em cada campo, esse era o trato, levando em consideração o calendário de jogos de cada time, frisando ainda, que sua viajem mais longa para marcar uma partida foi em Independência.


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FARROUPILHA 50 ANOS - A FUNDAÇÃO

Houve uma evolução no futebol do grupo, e no mês de setembro de 1966 fundou-se oficialmente o Esporte Clube Farroupilha. O nome em homenagem a Revolução, já que o dia da fundação era 20 de setembro de 1966. Carlos Kuyven cedeu espaço no seu potreiro para o novo campo. O grupo de forma solidária, derrubou arvores, limpou o local, marcou o campo, construiu copa e banheiros.  Iniciando os jogos do Farrapo em sua sede.


Carlos Kuyven era proprietário de um caminhão (Chevrolet Gigante ano 1946), como era apaixonado pelo esporte realizava o transporte do pessoal até os campos dos jogos. Aldino, por algum tempo, aos domingos pela manhã, pegava o Chevrolet 1946 de seu pai e buscava os atletas em Cruzeiro e os levava para casa após o jogo. De vez em quando lembra que seu pai oferecia almoço aos atletas, tendo como prato principal carne de cabrito, de sua própria criação. José Kubitz, dono de serraria e proprietário de caminhão, também fazia o transporte da delegação farrapa a partir da década de 70.


O primeiro fardamento foi costurado por Elma Allebrandt, mãe de Antônio. Segundo ele, eram dois fardamentos em azul e branco, que foram as cores originais do Farroupilha. Um predominando o azul e outro o branco.
Dentre tantas as histórias vividas, Aldino e Roque contam que, próximo da sede do campo havia um potreiro e lá existia um pomar de bergamoteiras. Quando a equipe visitante chegava, logo avistavam aquela frondosa frutífera e para lá se dirigiam para apanhar as frutas. Ao passarem a cerca para apanha-las, se deparavam com uma surpresa, ou melhor, um bode ciumento que não deixava os visitantes apanhar as bergamotas e os colocava a correr, as pessoas passavam por baixo da cerca e achavam que estavam seguras, mas o bode no embalo pulava a cerca e os tocava até a condução, após retornava para seu cercado, situação está que gerava risos de quem visualizava a cena
Outra história pitoresca é que num dos jogos no Rincão dos Vitor em Giruá, o atleta Rui, que era goleiro, tinha uma camisa da “volta mundo”, moda da época. Enquanto a partida rolava, a sua roupa ficou ao lado do campo e quando se deram por conta, havia uma vaca mastigando a sua camisa, ao retira-lá da boca da vaca, além de babada, mastigada, a camisa ficou com apenas uma das mangas.

Para finalizar tantas lembranças a dupla de zaga Aldino e Roque contam da invencibilidade do Farroupilha que durou mais de 42 jogos seguidos, ocorrido nos anos 1968 e 1969.


Futebol Amador

FARROUPILHA 50 ANOS - NOVO CAMPO



Roque Baungartner e Adini Kuyven, 
onde se localizava o primeiro campo,
 hoje lavoura de trigo. Ambos fizeram 
partes das primeiras formações do Farroupilha.

Um novo campo é planejado ao lado do existente em terras do próprio Carlos Kuyven. Máquinas da Prefeitura trabalharam para nivelar o terreno, pois o mesmo possui declive acentuado. Com a troca do Governo Municipal, o projeto do novo campo, não encontrou respaldo do poder publico e não foi concluído. Por volta de 1971/72, com a chegada da Operação Tatu, ou simplesmente o início da mecanização agrícola, a família Kuyven, transformou o potreiro em lavoura. E, então a família Reckziegel, cedeu um espaço em sua propriedade no gramado do seu potreiro para a nova sede dos jogos, e assim, dar continuidade a equipe. Avenir Reckziegel, que atuou por muitos anos no Farroupilha, revela que o futebol, na sua época, era um passatempo. Era o momento da juventude de se reunir aos domingos. Disse que as pessoas trabalhavam nas lidas agrícolas durante a semana, pensando no encontro de domingo em torno do campo de futebol. Então, ali se reunia a comunidade, atleta, dirigente e torcida para vivenciar aquele mágico momento. Era a forma das pessoas na comunidade interagir, de forma sadia.

Havia a ala feminina, uniformizada, com as soberanas, rainhas e princesas. Ao lado do campo de futebol, tinha um campo de vôlei, que atraia as moças para a prática deste esporte. Elas também seguiam o Farroupilha em excursões para outras localidades e municípios. 

Ala Feminina do Farroupilha, com as Soberanas.


Avenir lembra ainda, que quando fundaram o Farroupilha ele era um garoto de 14 anos e o clube mantinha somente as categorias A e B, não oportunizando espaço para a gurizada atuar no mirim.

Equipe de Aspirantes em 1974, no campo da família Reckziegel

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Farroupilha 50 anos - A SEDE DEFINITIVA

Por volta de 1977, um grupo de pessoas ligado ao clube conseguiu uma nova sede. Agora ao lado da capela, em terreno a Escola Municipal Joaquim Nabuco, cedido pelo município e que permanece até hoje.  Para o novo campo houve necessidade da mudança de parte da rede elétrica, principalmente a troca de poste, que passou para o outro lado da estrada. O terreno era muito irregular e havia necessidade de terraplanagem que foi executada por máquinas da Prefeitura. Por muitos anos se jogou no chão vermelho até que com o passar dos anos a grama foi tomando conta do mesmo. Hoje é um belo gramado para a pratica do futebol. Atualmente o EC Farroupilha atua com as seguintes divisões: equipe principal, aspirantes e veteranos.

 Clube, atleta e dirigente: a história que se confunde.

O atual presidente é o Professor e Advogado Armin Jahn, que está no clube, praticamente desde sua fundação. Conta que iniciou a jogar no Farroupilha em novembro de 1966, por convite de Antônio Allebrandt, atuando como goleiro nos titulares e de centroavante nos aspirantes. Relembrando que sua primeira partida frente ao Farroupilha foi contra a equipe de Lajeado Figueira.
Armin afirma que o campo onde atualmente é localizada a sede oficial do farroupilha, não possuía grama no início das atividades e o terreno era irregular. Até que a grama tomar conta do gramado, os jogo eram realizados no terão, uma poeira fina se levantava a cada lance, coitada da lavadeiras que tinham que lavar os calções e meias brancas do clube. Manto este que foi vestido por atletas renomados como Cláudio Taffarel, Danilo Kruguer, Felipe Athirson, Zezão entre tantos outros.
Armin uma liderança da equipe, sendo por mais de 20 anos presidente do clube, conta que muitas foram as dificuldades percorridas, mas com a ajuda de todos conseguimos manter o clube vivo e ativo até hoje. Entre as aquisições, as que se destacam foi a Kombi em 2000, um marco histórico na região, a construção dos vestiários, da nova copa e do alambrado novo do clube.
Entre as conquistas, Armin foi campeão pelo farroupilha em 1984, atuando com goleiro reserva. Como presidente do Farrapo foi por diversas vezes Campeão Municipal de categorias de base, em 2011 Campeão Municipal de Aspirantes e no ano de 2012 foi Campeão na categorias de Titulares, conquistando uma vaga para a disputa do Gaúchão de Várzea (competição na qual a equipe conquistou a 5ª colocação geral, e a disputou por 3 anos seguidos).
Um fato pitoresco do título de 2012, foi que além de presidente Armin estava inscrito na equipe, aos 66 anos, e na partida contra o Avaí foi titular, e marcou um gol de fora da área, e ainda deu uma assistência para Freddi marcar. Partida está que terminou com a vitória farrapa por 3 a 1.
Como uma amante do clube atuou até os 68 anos, nas categorias de aspirantes e titulares. Em janeiro de 2015, foi obrigado a parar de jogar para realizar uma cirurgia nos joelhos. Mas como atual presidente Armin pretende enquanto tiver forças, realizar as seguintes metas: aquisição de um trator para corte da grama, novos vestiários e iluminação do campo


Grupo do Farroupilha Campeão Municipal de 2013.



Futebol Amador

FARROUPILHA 50 ANOS - ATLETA COM MAIS DE MIL JOGOS

Entre a carreira de atleta e dirigente, Chico Dias  tem 41 anos de dedicação ao clube.

Três gerações de atletas, esta é a família Gonçalves Dias do Bairro Cruzeiro. Chico, da segunda geração, iniciou no futebol aos 11 anos. Com 17 atuou no Cruzeiro do Sul do Bairro Cruzeiro, onde foi campeão.  No ano seguinte, em 1975, foi levado pelo seu amigo Tatinha ao Farroupilha, onde lá permanece por 41 anos, como atleta, treinador e dirigente.  Nesse período conta nos dedos os jogos que faltou. Acredita que passam de mil os jogos disputados com a camisa farrapa. Chico Dias é um símbolo de fidelidade desportiva no clube.  É o homem dos mais de mil jogos.  
Os fatos são tantos que marcaram a sua vida. Era tanto o fanatismo pelo esporte, que marcou seu casamento para sexta feira 20 de abril, pois no sábado era feriado, para poder jogar no domingo em Campininha, Tuparendi.  No nascimento de sua filha, outra história marcante, no domingo 19 de setembro 1979, iria acontecer uma partida classificatória contra o Real no estádio municipal,  antes do início do confronto a sua esposa falou que precisaria ir ao hospital, pois estava com sintomas que da criança nascer. Com o coração dividido Chico pediu para sua mulher se acalmar e assegurar até a manhã, e se mandou para o jogo, por coincidência do destino a filha Kátia nasceu no dia seguinte, na segunda feira, 20 de setembro, mesma data do aniversário do farroupilha, conciliando duas paixões em uma só data.
Em uma das únicas partidas que chico não jogou pelo farrapo, foi na localidade de Campo Alegre Porto Mauá, porque seu segundo filho Jéferson nasceu bem num domingo à tarde.
Como atleta foi campeão em 1984 e como treinador campeão com a categoria mirim, disputando o título com o Cruzeiro do Bairro Sulina, no campo do adversário, em 1991.
Chico se emociona ao lembrar de um jogo festivo, quando atuaram juntos ao seu lado, o pai Vily Gonçalves Dias aos 76 anos e seus dois filhos Jéferson e Everton(foto ao lado). No futebol espelhou-se muito no seu pai, pois quando criança o via atuar como volante e dos bons no Juventude de Cruzeiro.  Apesar da idade Wily demonstrou sua técnica com passes precisos durante o primeiro tempo.
Durante 41 anos destinados ao Farroupilha, o título de 1984 retrata a sua entrega pela equipe. Chico relata: “era a última partida da fase classificatória para o triangular final. Ouro Verde e Toda Hora já tinham garantido sua classificação. Nós enfrentávamos o Toda Hora no Lajeado Reginaldo e o Guarani de Pessegueiro que também tinha chances de classificação enfrentava o 1º de Maio do Lajeado Assombrado, em Pessegueiro. Para piorar a situação do Farrapo, os atletas Pretinho, Coutinho e o Naco estavam suspensos. Iniciou a partida em Reginaldo e  Tabordão, do Toda Hora, acertou um canudo abrindo o placar para os visitantes. Jaime Wolkmer empatou. Lembro como se fosse hoje. Nos tentávamos de tudo que é forma marcar mais um gol.  Mas o arqueiro Cláudio Taffarel(aquele mesmo da seleção brasileira) estava operando milagre. E, lá pelos 43 minutos do segundo tempo, vi o Pretinho e o Coutinho chegando no campo e dizendo que a partida em Pessegueiro havia resultado empatado. Com isso, só bastava  vencermos para se classificar para o triangular final. E, aos 44 minutos, Tijolada cruza uma falta e quando fui dominar a bola com o peito, ela expirou e me atirei fazendo um golaço de voleio em Claúdio Taffarel, sacramentando a nossa classificação. Todos me abraçavam, foi a festa. Fui para o primeiro jogo do triangular contra o Ouro Verde, com a bola toda, chegando lá o treinador me deixou no banco, não aceitei a situação, tirei a camiseta, disse nunca mais e fui embora e o farrapo perdeu. Mas a paixão era tanta que voltei, e no jogo seguinte já fui titular, disputando a final com o Toda Hora, que foi vencida por nós por 2 a 1, com gols do meu irmão Renato e Coutinho, nos sagrando campeões”. Relata Chico Dias.



Grupo do Farroupilha campeão em 1984. Chico Dias é o primeiro, agachado à esquerda.

Futebol Amador

FARROUPILHA 50 ANOS
MATEUS MAICÁ: O PEQUENO GIGANTE

O incrível zagueiro de 1,54m de altura que marcou época no Farroupilha

Para os padrões atuais do futebol, não seria nada convencional. Mas, José Mateus Maicá, desafiou os mais céticos no futebol. Dividindo seu tempo, entre a família, o trabalho e o Farroupilha, este pequeno gigante é o símbolo da garra farrapa. Foi atleta, treinador, dirigente e motorista.  Com seus 1,54 metros de altura, atuou como zagueiro, formando a lendária dupla de zaga Mateusinho e Jorjão.
Mateus, dono de uma Kombi azul fazia o transporte dos atletas, e no ano 2000 o Farroupilha adquire uma para o clube.  Como Mateus já tinha a experiência foi convidado a assumir a Kombi nas viagens. Então, se inicia um novo capítulo na história farrapa.  Momentos de perigo nas estradas foram enfrentados, mas também com muito humorismo e muitos fatos para serem contados. Para diminuir custos, Matheus lembra que sempre havia excesso de lotação, geralmente 18 a 20 pessoas, e num certo dia a kombi chegou a transportar 26 pessoas numa só viagem.



A Kombi tinha um serio problema, geralmente faltava freio. Alguns incidentes de percurso aconteceram, mas felizmente nada de grave a não serem avarias no veiculo.  Hoje, em rodas de amigos, as aventuras são contadas, os tais acontecimentos, alguns pitorescos, mas que no final acabam em risadas sem fim.
Entre tantas histórias, Mateus lembra, em meio a risos, os acontecimentos. Conta que  conduzia a Kombi lotada, para um amistoso em Campininha, município de Tuparendi. Lá, pelas tantas, um carro estava transitando a sua frente, e ao se aproximar percebeu que no interior do veículo havia um casal namorando, com o automóvel em movimento. Repentinamente o motorista fez uma manobra brusca para entrar num acesso. Mateus pisou com tudo no freio  afim de evitar a colisão, faltou freio. Mateus jogou a Kombi no acostamento, indo ao mato e voltou para a rodovia.  Quando se pensava que o pior havia passado, deram-se conta que uma das rodas, dianteira, estava ausente. A mesma  saíra rodando pela estrada. Precisando continuar a viagem, pois o compromisso deveria ser atendido, Mateus usou de martelo e  prego, recolocou a roda e no lugar do pino do eixo e  foram para o jogo.
Outro acidente que marcou história foi nas proximidades de Km3, quando  se deslocavam para mais um compromisso.  Um automóvel abriu para acessar para a esquerda, mas inverteu para a direita, fazendo com que os dois veículos se colidissem. Naquele momento, Mateus desceu e avisou para  os ocupantes deixarem o veículo e ir para frente da igreja próxima, pois a lotação máxima era 8 pessoas e eles estavam entre 18. O senhor do automóvel começou a trancar o pé e dizer que a Kombi estava errada. Para blefar Mateus pegou um maço de papéis e disse aqui estão os documentos da Kombi, em dia, mas sem os mostrar, pois os documentos na verdade estavam todos vencidos. Então, disse o seguinte: se você quiser, pode chamar a polícia. O senhor toma  o telefone e liga para a polícia e diz a seguinte frase: aqui é o Sargento de Tal. Mateus suava frio e pediu calma. Num instante, ofereceu que cada um consertava o seu veículo, já que ele queria ir passear e a delegação do farrapo ir para o jogo.  O senhor concordando com a proposta, retornou a ligação aos policiais, cancelando o chamado e ambos se acertaram e rumou cada um para o seu lado.

Mas o que mais marcou sua vida é contada pelas suas próprias palavras: “Eu tinha a minha Kombi azul e o Farroupilha a sua, quando uma estragava,  usava a outra.  Naquele dia eu fui com a minha Kombi, e após a partida em casa, saímos de Reginaldo rumo a Cruzeiro e na frente estavam sentados eu, a Keli minha filha e o Armin. Chegando na descida do Balneário Bellas Águas, comecei a freiar a Kombi, como o freio não pegava direito, fiquei de pé, me afirmei no volante e pisei com tudo, foi ai que arranquei o volante da Kombi e ela se desgovernou, bateu no barranco e capotou três vezes, ficando de perna pro ar. Todo mundo ficou apavorado, saímos da Kombi, ai pensei, fazer o que, analisei a situação, pedi pros guri a desvirar, recoloquei o volante e se bandeamos de volta para casa”. Conta Mateus.

Foto do Farroupilha: Maicá é o último, em pé, à esquerda.